Category Archives: Agroquímica

É urgente adaptar e apoiar a produção nacional

É urgente adaptar e apoiar a produção nacional
A guerra no leste da Europa agudizou situações que já se anunciavam no final de 2021 e que atingem agora um ponto crítico para os produtores agrícolas, distribuidores de fatores de produção e restantes players da cadeia agroalimentar.
Todos os dias a comunicação social divulga sinais de mudança que se fazem sentir a jusante, com ênfase para o consumidor, enquanto nos campos, onde se iniciam as campanhas do milho, tomate de indústria e arroz, urge a tomada de decisão dos produtores agrícolas em condições duma instabilidade ímpar.
Uma antevisão minimamente fiável dos custos totais de produção por hectare (vulgo, conta de cultura) é inviável num mercado hiperinflacionado, face à volatilidade dos custos energéticos (nas suas vertentes eletricidade e combustíveis) e de outros fatores de produção (com destaque para os fertilizantes, pela estreita relação com o preço da eletricidade e dos combustíveis).
Para concretizar o termo volatilidade e prosseguindo com o exemplo dos fertilizantes, as cotações estão a ser fornecidas ao dia e com a validade das propostas a ser também, em muitos casos, diária.
No período pré-guerra projetava-se que a conta de cultura do tomate de indústria poderia ter um acréscimo de 25-30% face à campanha 2021. Agora? Ninguém arrisca um número.
O produtor precisa de semear e plantar hoje sabendo que é apoiado num trajeto incerto até à colheita. Os técnicos continuam diariamente ao seu lado a ajudarem na melhor decisão para alcançar a mais elevada produção, em condições mais limitantes e mutáveis, mas sempre focados na maximização da qualidade final obtida por forma a viabilizar o escoamento.
A imediata intervenção do Governo português é necessária para os produtores que se têm reinventado ano após ano, adaptando-se a novas regras e imposições ditadas pela Europa. Hoje tem de se redefinir prioridades, reavaliar o essencial, aprender com o passado e passar à efetivação de medidas dinamizadoras da produção agrícola nacional e do equilíbrio da deficitária balança comercial de produtos agrícolas. A salvaguarda do tecido empresarial agrícola português e a rentabilidade da produção agrícola deverão ser prioritárias, e se necessário for, haver coragem para adiar a adoção de estratégias de cariz ambiental.
Na visão da GROQUIFAR, o ajuste dos parceiros – banca, agroindústria, fornecedores de fatores de produção, cadeias de distribuição alimentar – face à nova realidade, são imprescindíveis para a continuidade da atividade agrícola nacional.
Esta é uma oportunidade única de tomada de consciência do papel basilar dos agricultores na cadeia agroalimentar, e de aumentar o respeito pela produção agrícola nacional e consciência do real valor dos produtos agrícolas.
É imprescindível, para ultrapassarmos o ponto crítico em que estamos, coordenarmos esforços e olharmos juntos na mesma direção pois ‘todos precisamos de um agricultor, pelo menos, três vezes ao dia’.

Trioza erytreae: Atualização da zona demarcada

Trioza erytreae: Atualização da zona demarcada
A DGAV publicou hoje o Despacho nº35/G/2022 relativo à atualização da zona demarcada para a Trioza erytreae.
O despacho dá cumprimento ao nº 2 do artigo 5º da Portaria nº 142/2020 que estabelece medidas de proteção fitossanitárias adicionais destinadas à erradicação no território nacional deste inseto de quarentena.
Consulte o despacho nº 35/G/2022:
Despachonº 35-ZD-Trioza_ABR2022

Estados-Membros poderão flexibilizar normas de importação de cereais

Estados-Membros poderão flexibilizar normas de importação de cereais
A Comissão Europeia deu recentemente permissão aos Estados-Membros para flexibilizarem as normas de importação de cereais e alimentos para animais como resposta às complicações resultantes da crise Ucrânia-Rússia.
Assim, Estados-Membros que enfrentem uma maior escassez podem desencadear um sistema que lhes permita comprar cereais e alimentos para animais a países terceiros com regras mais flexíveis sobre resíduos de produtos fitofarmacêuticos, sendo que estas importações devem ser apenas utilizadas para os fins previstos. A Comissão salienta também que existe a possibilidade de que os países façam uso do artigo 18º, nº4 do Regulamento (CE) nº 396/2005 que lhes permite fixar LMR nacionais temporários.
Todas as medidas adotadas a nível nacional deverão ser comunicadas à Comissão Europeia.
Consulte documento explicativo da Comissão Europeia:
2022_SCoPAFF – Minutes – feed and MRL

Webinar: Podem o Pacto Ecológico e o PEPAC ignorar a biotecnologia?

Webinar: Podem o Pacto Ecológico e o PEPAC ignorar a biotecnologia?
É já na próxima sexta-feira dia 25 de março que terá lugar o webinar “Podem o Pacto Ecológico e o PEPAC ignorar a biotecnologia?”, organizado numa parceria entre a CAP e o CiB – Centro de Informação da Biotecnologia.
Este webinar pretende analisar e debater as novas oportunidades que a biotecnologia poderá trazer ao setor agrícola, contribuindo para sistemas alimentares mais sustentáveis e alinhados com os princípios do Pacto Ecológico Europeu e da Estratégia do Prado ao Prato.
Para assistir, faça aqui a sua inscrição gratuita, mas obrigatória.

V Jornadas de Homologação de Produtos Fitofarmacêuticos

V Jornadas de Homologação de Produtos Fitofarmacêuticos
No próximo dia 5 de abril terá lugar a 5ª edição das Jornadas de Homologação de Produtos Fitofarmacêuticos organizada pela ANIPLA, este ano em formato presencial e online.
Estas jornadas pretendem debater o fundamento do Pacto Ecológico Europeu (PEE) e as suas estratégias, bem como possíveis consequências nas práticas de produção e comercialização de bens alimentares. As alterações climáticas e o crescente aparecimento de novas pragas e emergências fitossanitárias também integram o programa.
Mais informações e inscrições aqui.

FARM TO FORK: É imperioso repensar à produção agrícola europeia face à aguardada redução de matérias-primas

FARM TO FORK: É imperioso repensar à produção agrícola europeia face à aguardada redução de matérias-primas
A CEPM (Confederação Europeia dos Produtores de Milho) lançou um alerta os líderes políticos para a necessidade de reformulação da estratégia europeia “Farm to Fork” relativa à produção agrícola face às reduções de exportações da Ucrânia e Rússia. O objetivo seria criar uma maior flexibilidade nas explorações agrícolas europeias para responderem a todos os desafios de produção.
A Rússia e Ucrânia representam, em conjunto, cerca de 30% do comércio mundial de cereais sendo, só a Ucrânia, responsável pela exportação de 90 milhões de toneladas.
Desta forma, os produtores de culturas arvenses e dos setores da pecuária começam a sentir desequilíbrios económicos devido a este conflito. No curto prazo já se vislumbra uma explosão de custos de produção, seja devido aos preços dos fatores de produção seja derivada pelos custos energéticos.
Atualmente, a CEPM (que tem na vice-presidência o Dr. Jorge Neves da ANPROMIS) engloba 10 países e representa cerca de 90% da superfície de milho semeado a nível da UE.
Artigo (adaptado) que pode ler na íntegra aqui.

Estados-membros poderão propor objetivos nacionais na redução dos produtos fitofarmacêuticos

Estados-membros poderão propor objetivos nacionais na redução dos produtos fitofarmacêuticos
A Comissão Europeia estabeleceu uma meta de redução em 50% na utilização até 2030 dos produtos fitofarmacêuticos a nível europeu, mas os Estados-membros poderão desviar-se do nível de 50% dentro dos parâmetros de uma fórmula vinculativa. Contudo, os objetivos nacionais só poderão ser inferiores a 45% se existir justificação por fatores como, por exemplo, a mudança de perfil das pestes.
Os países deverão comunicar à Comissão dois objetivos nacionais de redução: um para a utilização e o risco de utilização de produtos químicos, e outro para a utilização dos produtos químicos mais perigosos. Após o que, a Comissão analisará as metas e justificações.
Está agendada para 23 de março, a revisão na Comissão da Diretiva do ‘Uso Sustentável dos Produtos Fitofarmacêuticos’ e a sua integração com os objetivos do Pacto Ecológico Europeu e a estratégia “Do Prado ao Prato”.
Mais informações aqui.

Restrições na utilização da s.a. Terbutilazina – Esclarecimento

Restrições na utilização da s.a. Terbutilazina – Esclarecimento
Com base no Reg. Execução (EU) 2021/824 e segundo esclarecimento datado de ontem da DGAV, presta-se o esclarecimento seguinte:
❗ A utilização de um produto fitofarmacêutico contendo TERBUTILAZINA, em data posterior a 14 de junho de 2021 deve ter em conta que, na mesma parcela agrícola tratada, já não será possível, desde essa data, aplicar esse produto ou qualquer outro que contenha aquela substância ativa, nos dois anos seguintes.
Consulte o Ofício Circular nº 2/2022 em:
Oficio Circular_2_2022_ corrigenda ao OC n.º5_2021_terbutilazina