Archive for date: 2 de Julho, 2012

Farmacêuticas pedem ajuda à UE para travar queda do preço de medicamentos

Farmacêuticas pedem ajuda à UE para travar queda do preço de medicamentos

A Federação Europeia das Associações da Indústria Farmacêutica enviou uma carta aos líderes europeus pedindo-lhes que, na cimeira que decorre em Bruxelas, estudem medidas para evitar que os preços dos medicamentos continuem a baixar e alertam que o setor não aguenta mais penalizações, avança o jornal Público.

Na carta, é citado o exemplo de Portugal, como um dos países onde os laboratórios têm sido alvo de sucessivas baixas nos preços dos fármacos – o que vai acabar por se alastrar a outros países.

Assinada pelo presidente da federação, Andrew Witty, a missiva começa por defender que a “inovação é vital para qualquer estratégia económica de sucesso a longo-prazo”, pedindo que durante o Conselho Europeu de Bruxelas os líderes reconheçam a importância no papel das farmacêuticas na Europa.

Witty alerta que “as ações passadas não vão garantir o sucesso no futuro” e que só os membros da federação gastam anualmente 25.700 milhões de euros em investigação e desenvolvimento (I&D), o que corresponde a 660 mil postos de trabalhos diretos, escreve o Público.

A federação considera, por isso, “irónico” que a mesma União Europeia que quer apostar em I&D crie “distorções de mercado que impedem que medicamentos inovadores cheguem aos doentes”, assistindo, depois, à saída destas empresas para mercados como o asiático.

Esta organização refere como exemplos concretos as sucessivas descidas de preços de medicamentos que têm sido feitas pelos países que estão em situação mais difícil, como é o caso da Grécia, Irlanda, Itália, Espanha e Portugal.

A federação diz compreender que estes países tenham de tomar medidas para controlar a despesa pública e recuperar a credibilidade, mas sublinha que o setor farmacêutico, só nestes cinco países, em 2010 e 2011 contribuiu com sete mil milhões de euros

Presidente do Infarmed diz ter sido afastado do seu cargo pelo ministro

Presidente do Infarmed diz ter sido afastado do seu cargo pelo ministro

O presidente do Infarmed disse, em declarações à TSF, que foi afastado do seu cargo pelo ministro da Saúde, que lhe informou que “pretendia uma nova equipa e uma nova direção” à frente deste organismo.

“É uma decisão perfeitamente legítima que aceitei sem qualquer contestação como é natural”, acrescentou Jorge Torgal, que confirmou não ter saído por sua iniciativa.

Em declarações à TSF, Jorge Torgal adiantou que não apresentou qualquer pedido de demissão a Paulo Macedo, tendo sido o “ministro que entendeu que devia renovar a equipa”.
“Não tenho de concordar ou deixar de concordar. Com certeza que concordo. O ministro está no seu direito de nomear os dirigentes que entende serem mais adequados para os objetivos políticos que pretende”, explicou. Jorge Torgal, que referiu que não tem de comentar as decisões do ministro da Saúde, lembrou também que já está decidido há um ano que os “novos estatutos confirmam a redução de cinco para três membros” da administração do Infarmed.

Citada pelo jornal Público, fonte do Ministério da Saúde tinha indicado que Jorge Tortgal tinha decidido por livre e espontânea vontade deixar a presidência do Infarmed.

Contactado pela TSF, Miguel Vieira, assessor do ministro Paulo Macedo, afirmou que foi Jorge Torgal que pediu para abandonar a presidência do Infarmed.