Presidente do Infarmed diz ter sido afastado do seu cargo pelo ministro
O presidente do Infarmed disse, em declarações à TSF, que foi afastado do seu cargo pelo ministro da Saúde, que lhe informou que “pretendia uma nova equipa e uma nova direção” à frente deste organismo.
“É uma decisão perfeitamente legítima que aceitei sem qualquer contestação como é natural”, acrescentou Jorge Torgal, que confirmou não ter saído por sua iniciativa.
Em declarações à TSF, Jorge Torgal adiantou que não apresentou qualquer pedido de demissão a Paulo Macedo, tendo sido o “ministro que entendeu que devia renovar a equipa”.
“Não tenho de concordar ou deixar de concordar. Com certeza que concordo. O ministro está no seu direito de nomear os dirigentes que entende serem mais adequados para os objetivos políticos que pretende”, explicou. Jorge Torgal, que referiu que não tem de comentar as decisões do ministro da Saúde, lembrou também que já está decidido há um ano que os “novos estatutos confirmam a redução de cinco para três membros” da administração do Infarmed.
Citada pelo jornal Público, fonte do Ministério da Saúde tinha indicado que Jorge Tortgal tinha decidido por livre e espontânea vontade deixar a presidência do Infarmed.
Contactado pela TSF, Miguel Vieira, assessor do ministro Paulo Macedo, afirmou que foi Jorge Torgal que pediu para abandonar a presidência do Infarmed.
Curso de formação de controlo de pragas urbanas – 25, 26 e 27 de outubro
VAI SER REALIZADA MAIS UMA AÇÃO DO CURSO DE CONTROLO DE PRAGAS URBANAS, DESTA VEZ NO NORTE DO PAÍS
Continue ReadingIndústria Farmacêutica tenta travar novas regras de prescrição na justiça
São duas ações distintas, com diferentes argumentos, mas com o mesmo propósito: suspensão e/ou revogação das medidas impostas pela nova lei de prescrição por substância ativa, em vigor desde o início do mês, que permite aos cidadãos trocarem medicamentos nas farmácias e optarem pelos mais baratos.
A APIFARMA foi a primeira a avançar com uma providência cautelar nesse sentido, ainda antes de as novas regras da chamada prescrição por DCI (Denominação Comum Internacional) entrarem em vigor, e, na semana passada, deu entrada no Tribunal Administrativo e Fiscal de Lisboa uma ação idêntica da Associação Portuguesa de Genéricos (APOGEN).
A Ordem dos Médicos (OM), a primeira a ameaçar publicamente com uma ação deste tipo, ainda está a aguardar parecer jurídico, mas promete apresentar também uma providência cautelar em breve.
As empresas de genéricos pediram a suspensão ou a revogação da nova portaria que, entre outras medidas, obriga as farmácias a ter disponíveis três dos cinco medicamentos genéricos mais baratos de cada substância ativa.
Paulo Lilaia, presidente da APOGEN, acredita que as novas regras de prescrição por substância ativa colocam o «sério risco» de impedir o acesso de muitas empresas ao mercado e, logo, de comprometer a sua sobrevivência.
«Há um conjunto de problemas na nova lei», explica Paulo Lilaia, notando que os dados preliminares sobre as vendas em Junho «não mostram o esperado aumento no mercado dos genéricos».
«Não queremos esperar que algumas empresas caiam para provar que esse perigo existe. Alertámos o tribunal com base em princípios e leis de concorrência e demonstrámos que estamos perante o verdadeiro risco das empresas não terem acesso ao mercado», argumenta o presidente da APOGEN.
Também a APIFARMA confirma que avançou com uma providência cautelar no passado dia 30 de Maio, estando agora a aguardar que o Tribunal Administrativo e Fiscal de Lisboa se pronuncie sobre a ação.
Numa declaração enviada ao “Público”, a APIFARMA sublinha que «sempre reconheceu como não necessária a alteração do regime jurídico da prescrição por DCI» e argumenta que esta mudança «coloca em causa a relação de confiança entre o médico e o doente, pode representar riscos para a segurança do doente e tem consequências críticas para as empresas nacionais, que vêem o sistema de licenças, em que se baseia boa parte da sua atividade, ser posto em causa, com graves prejuízos para a sua sustentabilidade».
Meganegócio na distribuição de medicamentos: Walgreens compra Alliance Boots
Nasce gigante mundial na distribuição de medicamentos em operação que envolve uma verba maior do que o défice de Portugal.
É um meganegócio no setor da distribuição de medicamentos.
Por 16,2 mil milhões de dólares, a Walgreens, o maior distribuidor de medicamentos e de produtos de saúde dos EUA, vai comprar a líder do setor a nível europeu, a Alliance Boots, sedeada no Reino Unido.
São cerca de 12,8 mil milhões de euros, mais do que o nosso défice de 9,2 mil milhões de euros, em 2011 (valor ao qual foram descontados 3,3 mil milhões de euros por conta da transferência dos fundos de pensões da banca).
Será, assim, criado o maior grupo mundial de distribuição de medicamentos e de produtos de saúde e bem-estar, com mais de onze mil lojas espalhadas por doze países, incluíndo Portugal, segundo comunicado conjunto da Alliance Boots e da Walgreens.
As empresas adiantam também que o novo grupo passará a ser “o maior grossista do setor com uma rede de 370 centros de distribuição, abastecendo um total de 170 mil farmácias, médicos, centros de saúde e hospitais em 21 países”.
A primeira fase da operação deverá estar concluída em setembro e prevê a compra pela Walgreens de 45% da Alliance Boots por 6,7 mil milhões de dólares (cerca de 5,3 mil milhões de euros), dos quais 4 mil milhões em dinheiro e o restante em 83,4 milhões de ações.
No prazo de três anos, a Walgreens poderá concretizar a aquisição dos restantes 55% do capital da Alliance por mais 9,5 mil milhões de dólares (cerca de 7,5 mil milhões de euros), igualmente em dinheiro e em títulos (a cotação será de aproximadamente 1,55 dólares cada ação).
A Alliance Boots detém uma participação de 49% na Alliance Healthcare, controlada pela Associação Nacional das Farmácias.
Preço médio dos medicamentos caiu 43% nos últimos dois anos
Os preços dos medicamentos não pararam de cair nos últimos dois anos, avança o Jornal de Negócios.
Comparando os primeiros quatro meses de 2012 com o período homólogo de 2010, o preço médio dos remédios baixou 43%, o que corresponde a menos 2,43 euros por embalagem.
Infarmed investiga falta de medicamento para Parkinson nas farmácias
Há quase três meses que os doentes de Parkinson têm dificuldade em comprar um medicamento imprescindível para a sua sobrevivência.
A SIC tentou perceber o que está acontecer com o Sinemet®. A SIC falou com o laboratório, com doentes, com farmácias e com distribuidores.
Há um “jogo de empurra” de responsabilidade de uns para outros. E, das duas uma: ou há falta de produção ou há desvio de embalagens para o estrangeiro.
O Infarmed garante que está a investigar.
53ª Reunião Anual do GIRP – Associação Europeia da Distribuição Farmacêutica
Contámos com a participação interactiva do Sr. Presidente da Comissão Europeia, Dr. José Manuel Durão Barroso e com a presença do Sr. John Dalli, Comissário Europeu para a Saúde e Política do Consumo, do Sr. Ministro da Saúde, Dr. Paulo Macedo e do Presidente do Infarmed, Prof. Doutor Jorge Torgal, entre outros.
ASSEMBLEIA GERAL ELEITORAL
ASSEMBLEIA GERAL ORDINÁRIA
No passado dia 29 de Maio realizou-se uma Assembleia Geral Ordinaria da GROQUIFAR na qual foram aprovados o Relatório de Atividades e Contas da Direção e o Parecer do Conselho Fiscal, relativos ao exercício de 2011.
PJ no Infarmed
A Polícia Judiciária esteve ontem nas instalações do Infarmed em Lisboa, após uma queixa contra esta entidade por alegadamente favorecer a aprovação de um medicamento da BIAL, revelou o presidente da instituição, avança a agência Lusa.
Jorge Torgal, que falava aos jornalistas à saída da Comissão Parlamentar de Saúde, onde foi ouvido sobre a falta de medicamentos nas farmácias, revelou que quando saiu das instalações do Infarmed para ir para o Parlamento “a Polícia Judiciária (PJ) e o Ministério Público (MP) ainda lá estavam”, sem precisar se se tratou de buscas ou de outra diligência de investigação.
Jorge Torgal justificou a situação com o facto de ter sido feita uma queixa contra o Infarmed por alegadamente esta entidade reguladora ter tido uma “tolerância especial” para que o medicamento Zebenix (para a epilepsia) da BIAL fosse aprovado e colocado no mercado. “Estamos tranquilos. Este medicamento está à venda em mais 17 países da Europa a preços semelhantes”, disse Jorge Torgal, explicando que a ” lógica [nesta queixa] é de que o Infarmed terá favorecido a comparticipação deste medicamento”





