Vacinas da gripe com forte procura
Os centros de saúde receberam na primeira semana de vacinação contra a gripe cerca de 350 mil doses de vacinas, cuja “procura foi intensa”, estando em curso a distribuição das 300 mil seguintes, anunciou a Direção-Geral da Saúde (DGS), citada pelo Correio da Manhã. “
O apelo à vacinação, principalmente à população alvo da vacinação gratuita, teve uma resposta intensa logo desde o início, o que provoca o consumo rápido das vacinas nos centros de saúde”, revelou a DGS.
Desde o dia 1 até ao dia 10 de Outubro, tinham sido administradas nos serviços de saúde mais de 160 mil doses de vacina gratuita contra a gripe a pessoas com idade igual ou superior a 65 anos, grupo para o qual a vacinação foi este ano pela primeira vez gratuita.
Além destas, foram já cedidas vacinas aos lares de idosos e outras instituições abrangidas pela vacinação gratuita, cujo número está ainda por contabilizar. Por região, a zona do país com maior número de vacinas administradas a pessoas com idade igual ou superior a 65 anos é o Norte (52.657), seguido do Centro (49.475) e de Lisboa e Vale do Tejo (38.672). Por último, surgem o Alentejo (11.908) e o Algarve (7.949). No total, têm sido administradas cerca de 24 mil doses de vacina por dia útil, adianta a DGS.
As vacinas são entregues às Administrações Regionais de Saúde, que por sua vez as distribuem pelos centros de saúde de forma faseada, por tranches, e considerando a capacidade da rede de frio essencial à sua conservação.
A vacina da gripe vai estar disponível ao longo dos próximos meses, não havendo data estipulada para o final da campanha, pelo que a DGS aconselha os cidadãos a informarem-se junto dos centros de saúde sobre a data indicada para a sua vacinação.
Farmácias querem pagamentos alargados a 90 dias como “medida de emergência”
O presidente da Associação Nacional das Farmácias (ANF), João Cordeiro, propôs este sábado que o prazo de pagamento à indústria farmacêutica se alargue dos 30 para os 90 dias como “medida de emergência” para o sector, avança a agência Lusa.
O alargamento do prazo do “relacionamento entre a indústria farmacêutica, os grossistas e as farmácias” iria possibilitar a “libertação de fundos para a reposição de stocks”, justificou o responsável no cortejo dos profissionais de farmácia, em Lisboa.
A “medida de emergência” pode servir para “evitar o colapso do sector e dar algum oxigénio”, garantiu João Cordeiro, sublinhando que o prazo de 90 dias pode vigorar apenas até o “Governo tomar decisões”.
As declarações de João Cordeiro foram feitas aos jornalistas à porta do Ministério da Saúde, após a realização de uma marcha de protesto que juntou milhares de pessoas do sector das farmácias.
Os manifestantes marcharam desde o Campo Pequeno até ao Ministério da Saúde para entregar uma petição, com mais de duzentas mil assinaturas.
A petição, lançada no final de Setembro, ao mesmo tempo que as farmácias entravam “em luto”, reuniu mais de duzentas mil assinaturas para pedir uma alteração da política do medicamento, de forma a evitar o encerramento estimado de 600 farmácias.
“As medidas arbitrárias sem avaliação prévia ou posterior destruiriam o sector em 4 anos. Não queremos que agora o reequilíbrio do sector seja feito à custa dos doentes. O Governo e o Parlamento têm de ter coragem de aplicar as reformas estruturais”, sublinhou João Cordeiro.
O responsável defendeu ainda que deve existir “mais transparência e credibilidade” no preço dos medicamentos e que este deve estar ligado aos “custos de produção”.
A “eliminação de barreiras à exportação” foi outra das medidas defendidas pelo dirigente da ANF.
A ação de protesto da tarde de sábado juntou várias organizações ligadas às farmácias, nomeadamente o Sindicato, o Bastonário da Ordem e a Associação Portuguesa de Estudantes.

