Archive for date: 19 de Abril, 2012

53º REUNIÃO ANUAL DO GIRP – PENHA LONGA/SINTRA

A GROQUIFAR enquanto associada do GIRP – Associação Europeia da Distribuição Farmacêutica, acompanha de perto a sua actividade, mantendo o intercâmbio de informações e apoiando os seus projectos e acções desenvolvidas ao nível europeu.
No âmbito da referida colaboração, Portugal foi o País eleito para promover a Reunião Anual do GIRP de 2012, decisão que muito nos honra e prestigia.
Assim de 3 a 5 de Junho de 2012 realiza-se a 53ª Reunião Anual do GIRP na Penha Longa Hotel & Golf Resort em Sintra, tendo como tema principal:
“Uma visão inspiradora para os Cuidados de Saúde num tempo de mudança”
Serão abordadas a dinâmica do Mercado Farmacêutico e as formas do nosso Sector continuar a fornecer serviços de saúde num Mercado Europeu cada vez mais global.
De referir, o futuro sistema de traceabilidade dos medicamentos, bem como as obrigações e oportunidades que podem resultar na implementação de tal sistema.

Juntando mais de 150 executivos de entre os seus membros, parceiros do circuito do medicamento e instituições governamentais, a Reunião Anual do GIRP é um fórum excelente para comunicar e partilhar experiências e, ao mesmo tempo, procurar e discutir formas possíveis de assegurar o objectivo comum a todos os participantes: assegurar aos cidadãos europeus o acesso aos seus medicamentos de forma segura e contínua, sempre e onde for necessário.

Além de outras personalidades, neste evento contaremos com a presença de John Dalli, Comissário Europeu para a Saúde e Política do Consumo, a propósito da discussão da “Estratégia da Comissão Europeia para o Sector Farmacêutico”.
Para mais informações consulte o programa da conferência em http://girp.eu/cms/
A Divisão Farmacêutica da Groquifar, estará envolvida nesta organização, e mais directamente num painel dedicado exclusivamente ao Mercado Nacional, certa de que o seu apoio irá contribuir para o sucesso do evento.

Governo e IF mais perto do acordo para poupar nos medicamentos

Governo e IF mais perto do acordo para poupar nos medicamentos

O Ministério da Saúde e a Apifarma, que representa a indústria farmacêutica, voltaram a sentar-se à mesa numa nova tentativa de chegar a um acordo para reduzir a despesa com medicamentos e a perspetiva de um acordo está agora “mais próxima”, disse ao Diário Económico fonte próxima do processo, “com cedências de ambas as parte”.

A novela das negociações tinha sido interrompida quando o ministro Paulo Macedo anunciou, na comissão parlamentar de Saúde a 4 de Abril, que iria avançar com uma redução administrativa dos preços sobre os medicamentos hospitalares (12%).

Tal como o Diário Económico noticiou, a “bomba” largada por Paulo Macedo abriu as hostilidades e a Apifarma ameaçou virar costas a qualquer possibilidade de acordo.As duas partes voltaram ontem a encontrar-se, depois de já terem estado reunidas no início desta semana.

O Governo aceita agora um corte seletivo, ou seja, que a redução de 12% nos medicamentos hospitalares não seja aplicada cegamente a todos os medicamentos.

A Apifarma, tal como aconteceu no acordo assinado com o Governo anterior, prefere uma solução em que se compromete com um valor de poupança, evitando assim um corte administrativo. Mas é exatamente no valor da poupança que reside o impasse.

O Governo quer cortar 300 milhões na despesa, mas a Apifarma não cede para além dos 250. A ‘troika’ exige que a despesa pública com medicamentes não ultrapasse este ano 1,25% do PIB, cerca de 2.125 milhões de euros. Em 2011, a despesa total (ambulatório e hospitalar) chegou aos 2.340 milhões.

Genéricos ficam 20% mais baratos a partir de Maio

Genéricos ficam 20% mais baratos a partir de Maio

A partir do próximo dia 1 de Maio os medicamentos genéricos vão ficar em media 20% mais baratos.

Esta quebra de preços vem na sequência da revisão do preço dos medicamentos de marca, que viram os preços descer 4% em média este mês.
De acordo com a legislação, uma vez calculado o novo preço do remédio de marca, o genérico equivalente terá de ficar 50% abaixo desse preço, escreve o Diário Económico.

 

Feitas as contas, há genéricos que sofrem um corte superior a 20 euros por embalagem: é o caso da Pravastatina, para o colesterol, ou da Gabapentina, usado para o tratamento de epilepsia.

 

A redução de preços é uma boa notícia para os doentes, que poupam na factura da farmácia, e também para o Estado, que reduz a despesa pública com medicamentos.

 

Mas nem todos saem a ganhar. Do outro lado da equação está a indústria farmacêutica que tem vindo a alertar para os riscos das sucessivas baixas de preços.

“Desde do final de 2008, os genéricos já sofreram uma descida média de preços na ordem dos 60%”, diz Paulo Lilaia, presidente da Associação Portuguesa de Medicamentos Genéricos (Apogen).

Dados do Infarmed, a autoridade que regula o sector do medicamento, avançados na semana passada pela agência Lusa, mostram que os genéricos atingiram em Janeiro o valor mais baixo dos últimos cinco anos, custando em média 8,51 euros, contra 20,38 euros em 2007 (-58%).


“Vão existir medicamentos com um preço tão baixo que não haverá outra alternativa senão retirá-los do mercado”, alerta Paulo Lilaia, “e acredito que isso possa acontecer até ao Verão”, prevê.

O barato pode sair caro

Se um medicamento genérico (a molécula) desaparecer do mercado os médicos terão de receitar uma alternativa ao doente e a alternativa será seguramente mais cara, garante Paulo Lilaia.

 

A opinião é partilhada pelo antigo bastonário dos farmacêuticos, Aranda da Silva: “Todos os anos as empresas deixam cair medicamentos, porque deixam de ser economicamente rentáveis e essa tendência vai agravar-se”.

 

Aranda da Silva, que também já dirigiu o Infarmed critica a pressão sobre o sector dos medicamentos “que estão a contribuir com mais de 50% para a redução da despesa do Serviço Nacional de Saúde, quando só contribuem para um quarto da despesa” e deixa o alerta:
“As regras de determinação da revisão anual dos preços de medicamentos de referência [de marca] e de genéricos são uma ameaça grave à sustentabilidade de vários sectores do mercado”. 

 

Baixa sucessiva do preço dos genéricos pode limitar alternativas baratas
Depois da quebra do preço dos medicamentos de marca este mês (até -6%), os genéricos terão a baixa prevista no memorando.
Até aqui tinham de custar, no mínimo, menos 35% que os fármacos de referência e agora passam obrigatoriamente a metade.

José Aranda da Silva, ex-presidente do Infarmed e director da Revista Portuguesa de Farmacoterapia (RPF), alerta que se esta baixa vem juntar-se a uma quebra nos preços de 56,7% nos últimos anos (os medicamentos de marca baixaram 22,8%), o pior é que não ficará por aqui, o que tornará a comercialização de algumas moléculas inviável, com o risco real de saírem do mercado e os doentes terem de optar por alternativas mais caras do que as que existem hoje, poupando o Estado menos, escreve o jornal i.

 

Aranda da Silva alerta que a nova legislação foi mais longe que a troika – que só previa que os genéricos entrassem no mercado a custar menos 50%, com o devido ajustamento este ano – e determina que, daqui para a frente, este corte de 50% será feito todos os anos, ou seja, depois de os medicamentos terem a revisão anual de preços, os genéricos baixarão sucessivamente para metade do preço. “Daqui a dois anos não há genéricos, deixam de ser viáveis”, disse, num encontro promovido pela RPF.

 

Carlos Gouveia Pinto, especialista em avaliação económica de medicamentos do ISEG, defende que a nova legislação está a ir longe de mais e que o governo poderia estar a ser mais inteligente no corte da despesa, porque não tem atacado toda a cadeia do tratamento que envolve outras tecnologias e dispositivos médicos, ligada ao consumo de medicamentos, revela o i. 

 

Já António Vaz Carneiro, médico com trabalho em farmaco economia no Centro de Estudos de Medicina Baseada na Evidência, admitiu recear a preocupação “monotemática” da Saúde, que estima obter 50% da contenção da despesa através do corte da despesa com remédios, por um lado porque alguns medicamentos podem ficar a custar tanto como um café, o que diminui o seu valor mesmo aos olhos do doente e por outro, aborda de forma indiscriminada medicamentos que mesmo dentro do mesmo grupo farmacológico podem ser diferentes.