Archive for date: 9 de Novembro, 2012

A Cofanor encerrou o seu armazém de distribuição em Montemor-o-Velho.

A Cofanor encerrou o seu armazém de distribuição em Montemor-o-Velho.

Perto de 80 funcionários foram para o desemprego. Segundo o “Diário de Coimbra”, o encerramento deu-se no passado dia 7 de novembro. A notícia terá sido transmitida dois dias antes aos trabalhadores, tendo as farmácias da região começado a receber, um dia antes do encerramento, uma carta a explicar a situação.

Na referida carta a Cofanor refere que a decisão se deve à atual conjuntura económica, referindo ainda que o armazém continua a dar prejuízo, apesar de todos os esforços efetuados. O armazém estava a funcionar há já quatro anos, tendo sido formalmente inaugurado há dois anos, na presença da então ministra da Saúde, Ana Jorge. A Cofanor prefere não prestar declarações sobre este encerramento.

Gigante grossista fecha em Montemor-o-Velho e despede 75 pessoas

Gigante grossista fecha em Montemor-o-Velho e despede 75 pessoas

Cooperativa nortenha, a operar na distribuição de medicamentos, alega perda de rentabilidade.

 

A Cofanor, uma das maiores distribuidoras de medicamentos a nível nacional, decidiu encerrar o armazém de Montemor-o-Velho, enviando para o desemprego 75 trabalhadores. A partir desta quinta-feira, a distribuição de medicamentos passará a ser feita apenas a partir da sede do Porto, e até ao final da semana o processo de despedimento coletivo deverá ficar concluído.

 

A notícia do encerramento che­gou aos trabalhadores nesta segunda-feira e a justificação dada pela empresa grossista, que se pode ler na carta a que o Negócios teve aces­so, aponta para as “alterações cons­tantes e profundas, que se têm re­fletido de maneira especialmente grave na perda de rentabilidade das farmácias e da distribuição farma­cêutica”. Alterações – redução das margens e quebra do preço dos me­dicamentos – com efeitos que a Cofanor “não conseguiu evitar”. 

 

A direção, que assina a carta, justifica ainda que “a atividade do armazém de Montemor-o-Velho mantém-se fortemente deficitária, apesar de todos os esforços para modificar a situação” e, por isso, op­tou por “concentrar no armazém do Porto toda a distribuição”. 


A informação já foi também en­viada para as farmácias da região. Rita Trindade, diretora técnica da Farmácia Ângelo, recebeu a carta esta quarta-feira de manhã a informar que “a partir de amanhã [quinta-feira] só teremos uma entrega por dia, deixando de ter a entrega a meio do dia”. Rita Trindade diz que está cada vez mais complicada a gestão, recordando que há um ano fechou também em Coimbra um armazém da grossista Udifar. 


Em Montemor-o-Velho, a em­presa dava emprego direto a 40 pessoas e tinha mais 35 colabora­dores, responsáveis pela distribui­ção de medicamentos pelas farmá­cias locais. Um dos funcionários, que quis manter o anonimato, dis­se que até ao final da semana o pro­cesso de despedimento coletivo deverá ficar fechado. O vice-presidente da Cofanor, contactado pelo Negócios, recusou prestar qualquer comentário.

 

Mas não foram apenas os traba­lhadores a ser apanhados de sur­presa. Também Luís Leal, presi­dente da Câmara de Montemor-o-Velho, já endereçou uma carta à di­reção da Cofanor, pedindo escla­recimentos, e mostrou-se “alta­mente magoado pela forma insen­sível e eticamente incomportável de tratamento, sobretudo depois do que fizemos na tentativa de os apoiar”. Além do mais, estranha nunca ter sido “sensibilizado para qualquer situação de maior dificul­dade”, insurgiu-se o autarca, ainda em declarações ao Negócios.

 

O armazém, integrado no Par­que de Negócios do concelho, foi inaugurado em 2009, com um in­vestimento de perto de cinco mi­lhões de euros, e era um dos maio­res e mais modernos do País. A empresa contou com o apoio da autar­quia que, quando alienou os lotes, deu um incentivo de 43% do seu va­lor (124,2 mil euros).

Com cerca de 950 farmácias as­sociadas e uma quota de mercado a rondar os 10%, a Cofanor fatu­rou, em 2010, perto de 300 milhões de euros.

 

Idosos carenciados vão ter acesso a medicamentos gratuitos a partir de dezembro

Idosos carenciados vão ter acesso a medicamentos gratuitos a partir de dezembro

Os idosos podem ter medicamentos gratuitos, a partir de 01 Dezembro, através do Banco de Medicamentos, uma plataforma em que as empresas farmacêuticas doam fármacos às instituições sociais que depois os distribuem, anunciou sexta-feira o Governo, avança a agência Lusa.

“A partir de agora, as empresas farmacêuticas passam a poder doar diretamente a instituições sociais que disponham de serviço médico e farmacêutico, medicamentos e produtos de saúde com prazo de validade não inferior a 6 meses”, anunciou sexta-feira o ministro da Solidariedade e Segurança Social na assinatura do protocolo com a indústria farmacêutica, o Infarmed e as Misericórdias, em Lisboa. Pedro Mota Soares explicou que são medicamentos que não entravam no circuito comercial, mas que estão em “perfeitas condições” de segurança e qualidade para serem utilizados pelos utentes das instituições que mais precisem.

O processo do Banco do Medicamento, inscrito no Programa de Emergência Social, será “simples e direto”, disse o ministro, explicando que as companhias farmacêuticas doam os medicamentos e colocam “informação relevante” sobre eles numa plataforma da autoridade nacional do medicamento (Infarmed). Depois as instituições selecionadas pela União das Misericórdias Portuguesas e inscritas naquela plataforma passarão a poder contar com essas doações para os seus utentes.

No final da cerimónia, o presidente do Infarmed afirmou que tudo foi organizado de “uma forma muito técnica, cumprindo todas as regras estipuladas na lei”. “São medicamentos perfeitamente legalizados em termos de uso, que estão a seis ou mais meses do fim do prazo de validade” e são essenciais para os idosos, disse Eurico Castro Alves, adiantando que estes fármacos vão poder ser utilizados de “uma forma inteligente e racional”. Eurico Castro Alves adiantou que “a máquina estará operacional” a 01 de Dezembro, contando com a participação da maior parte das companhias farmacêuticas. Cabe à União das Misericórdias Portuguesas (UMP) certificar as instituições que irão beneficiar deste projeto, que irá atender ao número crescente de idosos que não têm recursos financeiros para pagar os medicamentos, disse o presidente da instituição.